sábado, 7 de outubro de 2017

Nós, A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

Qual a diferença entre um crente fundamentalista dizer que quem não pensa como ele não é crente, de um crente, que se vê como progressista, dizer que quem não pensa como ele não é progressista? Nenhuma! Ambos são autoritários e se entendem como padrão para o comportamento de seus irmãos, e, pior, como divinos gabaritos. Isso é patrulhamento!
Na frente de evangélicos não acreditamos em patrulhamento; não aferimos a fé dos irmãos, nem nos entendemos como gabaritos de sua performance na fé ou na militância; apenas estendemos, mutuamente, a destra de comunhão uns aos outros na luta pela democracia e pelo direito. Também não ficamos aferindo a confissão de fé dos irmãos, deixamos as questões doutrinárias para as manifestações locais ou denominacionais da Igreja de Cristo! Na frente, estamos juntos pela democracia e pelo direito!
E não é o direito pelo mero cumprimento da lei, temos como padrão para isto a fala de Jesus, o Cristo, em Mateus 25.35-40.
Logo, para nós, todo mundo tem direito à alimentação adequada, o Estado deve ter política de segurança alimentar e nutricional, que garanta a todos os seres humanos, que vivem no território nacional, o acesso à alimentação adequada - para tanto, entendemos que há necessidade de reforma agrária; todos têm direito a água potável, tem de haver, portanto, programa que garanta saneamento básico e acesso universal e gratuito à água potável.
E mais, ninguém pode se sentir forasteiro, ou seja ninguém pode ser segregado, discriminado, ou impedido de usufruir de seu direito, como ser humano. Outra coisa, todos têm direito a ser assistido em sua nudez, isto é, ninguém pode ficar à deriva de suas fragilidades, logo, todos têm direito à moradia - para isso tem de haver reforma urbana - e à transporte público, à trabalho e à educação - ensino gratuito e universal em todos os níveis.
E todos têm direito à saúde, a uma política preventiva, hospitalar e medicamentosa, de modo que todos tenham acesso a tudo de que se necessita para prevenir ou vencer a enfermidade.
E mais, todos têm de ter acesso à tratamento adequado quando estiverem sob a correção da lei, isto significa que a justiça tem ser ágil e gratuita, com pleno acesso à defesa, a partir da presunção da inocência, e que o sistema penitenciário tem de ser de recuperação do ser humano, onde a dignidade humana seja mantida a toda prova.
Em nome do Cristo nos irmanamos nessa luta. Como costumamos dizer: Nosso luto vem do verbo lutar.

Ariovaldo Ramos

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