quinta-feira, 23 de março de 2017

Pr. Ordônio receberá título de Cidadão de Caruaru

O pastor José Pereira Ordônio será homenageado na próxima quarta-feira, 29 de março com o Título de Cidadão de Caruaru.
Lideranças eclesiásticas, familiares e amigos estão sendo convidados pelo presidente Vereador Lula Tôrres para a reunião solene que começará às 20 horas no Plenário da Câmara Municipal de Caruaru, Casa Jornalista José Carlos de Florêncio.
Ordônio é comerciante e pastoreia a Igreja Batista Bíblica que fica na rua Arquimedes de Oliveira, no bairro Jardim Liberdade. É mantenedor e colunista da Presentia desde sua fundação.
A propositura foi do vereador Antônio Carlos.

terça-feira, 21 de março de 2017

“Jair Bolsonaro manipula a Bíblia ao seu favor”, diz Mauro Nadvorny

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Autor do abaixo-assinado que reuniu mais de 4 mil assinaturas contra a presença do deputado Federal Jair Bolsonaro no Clube Hebraica de São Paulo, nesta entrevista Mauro Nadvorny traz alguns esclarecimentos sobre a iniciativa, as repercussões da anulação da palestra no clube e outros temas relacionados ao crescimento de políticas contrárias as minorias. Nadvorny considera-se um sionista-socialista e tem participação ativa em meios de comunicação de massa. Ele falou com o fórum Cristãos Progressistas de Porto Alegre, onde reside e trabalha.


Cristãos Progressistas. Mauro, obrigado por separar um tempinho para conversar conosco.
Mauro Nadvorny. É um prazer conversar convosco, estabelecer um diálogo produtivo.
Cristãos Progressistas. Apesar de estarmos em lados opostos no espectro religioso, temos acompanhado de perto os desdobramentos da recusa do Clube Hebraica São Paulo de ouvir o deputado federal Jair Bolsonaro. Não é exatamente uma novidade, dado ao fato de que o referido deputado nunca foi convidado para ministrar palestras em universidades. A negativa da Hebraica deveu-se a uma petição na internet que reuniu mais de 4 mil assinaturas contrárias à presença do deputado no Clube. O que levou o senhor a elaborar a petição e qual é a sua relação com o Judaísmo e, por extensão, com o Clube Hebraica?
Mauro Nadvorny. Antes de tudo não me vejo em lado oposto no aspecto religioso pelo fato de ser judeu, e vocês cristãos. Particularmente não sou religioso, mas acredito que todas as religiões são baseadas no amor ao próximo e isto é motivo de união. A petição foi elaborada com a finalidade de impedir que um narcisista que usa a democracia quando lhe convém fosse a um clube judaico para expor seu suposto amor aos judeus e a Israel, quando na realidade sua prática retórica é a de um racista e misógino, que expressa seu desprezo por todos que são diferentes. Tenho uma ligação muito forte com o Brasil e com Israel. Como resido em Porto Alegre não tenho nenhuma ligação em especial com o Clube Hebraica.
Cristãos Progressistas. Em sua página, no Facebook, o senhor compartilhou algumas mensagens contrárias a sua iniciativa, e outras em que lhes felicitam pela atitude. Não é novidade para ninguém que parte dos seguidores de Jair Bolsonaro têm tido uma atitude desrespeitosa com relação a líderes e partidos que discordam das ideias do deputado. Há alguns dias sites e páginas nas redes sociais foram invadidos por hackers e seus autores têm sido alvos de ameaças. Com relação ao senhor não tem sido diferente, não é mesmo?
Mauro Nadvorny. Isto é parte da estratégia deles. O fascismo não admite opiniões, muito menos contrárias aos seus interesses. Eu recebi várias mensagens de ódio e as deletei. O Blog da Socialista Morena foi invadido por eles.
Cristãos Progressistas. Há uma percepção de que resquícius da Guerra Fria ainda são percepctíveis mesmo após o fim da URSS e a consolidação da hegemonia global dos EUA. A ascensão de líderes de extrema-direita na Europa, representados por partidos como o Partido de Independência do Reino Unido (UKIP), o Pegida, e a Frente Nacional, de Marine Le Pen, e nos EUA com o Donald Trump, está recolocando o mundo em uma situação de conflito ideológico. No Brasil, o deputado Jair Bolsonaro igualmente busca um espaço ao sol. Estamos diante de uma ameaça real, de uma espécie de trumpismo à brasileira?
Mauro Nadvorny. Eu acho que o mundo precisa passar por esta onda de direita para lembrar que era feliz e não sabia. Os regimes neoliberais sempre aumentaram a distância entre ricos e pobres e não será diferente. O Bolsonaro é pior porque não representa apenas uma mudança de visão econômica, mas também defende o fim das minorias. Ele personifica o que de pior existe em alguns seres humanos.
Cristãos Progressistas. Apesar de suas declarações estapafúrdias, discriminatórias, e de uma defesa intransigente do regime militar brasileiro, Jair Bolsonaro tem recebido um crescente apoio de religiosos. Uma pesquisa realizada entre os dias 7 e 8 de dezembro de 2016 pelo Datafolha demonstrou que o referido deputado tem o apoio de quase 10% dos entrevistados. A pesquisa causou um verdadeiro alvoroço entre os apoiadores mais próximos ao presidenciável, alguns dos quais passaram a travar uma verdadeira guerra nas redes sociais. Por que indivíduos como Jair Bolsonaro encontram apoio de líderes religiosos que dizem professar uma religião que tem como fundamento o “amor ao próximo”?
Mauro Nadvorny. Bolsonaro encanta principalmente evangélicos, liderados por pastores televisivos, quando anuncia que quer um Brasil cristão. É o canto da sereia que encontra eco nos menos esclarecidos que vêem nele um salvador. Ele manipula a Bíblia a seu favor.
Cristãos Progressistas. Até poucos dias das eleições nos EUA ninguém acreditava na capacidade de superação de Donald Trump. A mídia e os institutos de pesquisa não conseguiram prever a onda vermelha que tomaria parte do país. Trump foi eleito presidente dos EUA, apesar de suas propostas discriminatórias em relação a imigrantes, negros, deficientes físicos e mulheres. Era até então tido como uma figura irônica, desprezível do ponto de vista político. Será que não estamos tendo a mesma atitude com relação ao deputado Jair Bolsonaro? Não corremos o mesmo risco diante da ascensão desta figura?
Mauro Nadvorny. Sim, corremos o risco, mas diferentemente dos EUA, aqui cada cidadão é um voto. Trump soube jogar o jogo da eleição americana que elege delegados por estado e não obriga ninguém a votar. O perigo existe mais em função do anti-Lula que ele representa.
Cristãos Progressistas. No próximo dia 8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Movimentos como as Evangélicas pela Igualdade de Gênero estão conclamando simpatizantes a participarem de uma paralisação nacional pela manutenção dos direitos adquiridos nos últimos 30 anos e pelo avanço na pauta da igualdade de gêneros. Por outro, temos líderes como o estadunidense Donald Trump e o brasileiro Jair Bolsonaro que recorrentemente manifestam-se de forma contrária ao gênero feminino. De que forma temos que contribuir para que a pauta feminina avance? Não esta na hora de movimentos progressistas unirem-se em torno de causas comuns? Não é o caminho a trilharmos?
Mauro Nadvorny. Sim, e é isto mesmo que estamos preparando, ou seja, um novo abaixo-assinado conclamando todas as minorias a se unirem em torno das causas em comum, e não somente com relação ao Jair Bolsonaro. Eu ficaria imensamente feliz em contar com todos estes grupos nesta próxima ação e agradecer pelo apoio que tivemos em nossa ação contra ele. A minha intenção é a de criar uma frente ampla de minorias. Esta seria a meu ver a melhor contribuição que vocês poderiam dar: fazer parte ativa desta frente.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Igrejas não sabem lidar com vítimas de abuso doméstico, diz pesquisa


É na igreja onde vemos grande parte dos problemas enfrentados por nossos irmãos evangélicos. Bem diferente do que muitos imaginam, a igreja não é local imune a defeitos e dilemas da vida humana, mas pelo contrário, é justamente onde todos os tipos de pessoas procuram ajuda, compreensão e aprendizado, sendo o abuso doméstico um dos vários problemas que pastores e líderes de ministérios precisam aprender a lidar.

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Um levantamento feito pelo instituto de pesquisa LifeWay com cerca de 1.000 líderes religiosos americanos, revela como vítimas de abuso doméstico podem estar sofrendo por falta de capacitação desses líderes em suas comunidades. Mais da metade (52%) das igrejas evangélicas foram consideradas aptas para lidar com essa demanda, segundo a pesquisa, o que é considerado preocupante, visto que esse é o espaço onde o abuso doméstico pode ser tratado de maneira mais fácil, por fazer parte do dia-a-dia da comunidade.

Entre os 52% de igrejas, estão recursos como aconselhamento (76%), apoio financeiro para as vítimas (64%) e abrigo (61%), além de assistência jurídica e apoio moral de outras vítimas de abuso doméstico, que ajudam no enfrentamento do problema durante o processo de acolhimento. Todavia, cerca de 45% das instituições não possuem esses serviços, nem outros tipos de assistência.

Somado a essa falta de serviços, está a pouca ou nenhuma abordagem teológica dos pastores junto ao tema “abuso doméstico” em suas igrejas, bem como às próprias vítimas de abuso. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados não tinham qualquer conhecimento sobre vítimas da sua comunidade nos últimos três anos.

Ao lidar com pessoas, a igreja faz parte da realidade social da sua comunidade. Nela estão os problemas que partem, muitas vezes, do próprio pecado que separa o ser humano de Deus. Falar sobre o abuso doméstico e combate-lo também é tratar do pecado na sua forma de ignorância, violência contra a mulher e desprezo para com a doutrina bíblica, que põe a relação entre o homem e a mulher semelhante a de Cristo com a Igreja.

A pesquisa revela que pastores não sabem lidar como deveriam com casos de abuso doméstico. O divórcio, por exemplo, como resultado da violência contra a mulher, é algumas vezes “suavizado” em face de uma compreensão equivocada da doutrina bíblica.

Na prática, os abusadores colocam em prática algo chamado de “gaslighting”. Esse é um termo inglês que se refere à pessoas com perfil de manipulação muito poderoso, capaz de inverter, por exemplo, a culpa de um ato violento, de modo que muitos passam a enxergar a vítima como culpada e não o agressor.

Por fim, a pesquisa demonstra que por falta de capacitação, muitos líderes são manipulados por abusadores, fazendo-os minimizar a gravidade de uma situação de sofrimento que exigiria medidas policiais ou mesmo no divórcio, para uma mera situação do cotidiano, tratada sem o devido rigor doutrinário ou jurídico. Sem dúvida, essa é uma realidade inadmissível que precisa ser revertida, para que a igreja continue sendo um local de refúgio de quem busca na comunidade cristã o ambiente de amor, compreensão e segurança que nem sempre encontra dentro da própria casa.

Fonte: Gospel Mais

domingo, 19 de março de 2017

Filme ‘A Cabana’ estreia em abril nos cinemas brasileiros


Baseado no best-seller do escritor canadense William P. Young, o filme “A Cabana” será lançado no dia 6 de abril nos cinemas brasileiros.

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O longa, dirigido por Stuart Hazeldine, apresenta a história de Mack Phillips (Sam Worthington), um homem que viveu um drama pessoal com o desaparecimento e assassinato de sua filha Missy, de seis anos.

Enquanto Mack Phillips se vê abalado com a fatalidade, ele recebe uma misteriosa carta divina que o convida a voltar para a cabana onde sua filha foi encontrada morta. Nesta missão, Phillips se encontra com Papa (Octavia Spencer) e recebe ensinamentos que irão ajudá-lo a superar esse trauma. 

Além de Sam Worthington e a atriz indicada ao Oscar, Octavia Spencer, o elenco traz Radha Mitchell, Graham Greene e a brasileira Alice Braga.

Publicado no Brasil em 2008, A Cabana vendeu cerca de três milhões e meio de cópias. No mundo todo, foram mais de 20 milhões de cópias.

Fonte: Guia-me

sábado, 18 de março de 2017

Maior igreja evangélica do Brasil, Assembleia de Deus articula criação de partido político


Com intuito de disputar as eleições de 2018, a nova sigla pode ser apresentada até o fim do ano e terá como principal bandeira a defesa da “família tradicional”

O termo "cristão" e variações aparecem no nome de seis dos 56 partidos na fila do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para virar a 36º legenda brasileira. Tem o PEC (Partido Ecológico Cristão), o PPC (Partido Progressista Cristão)...

O PRC (Partido Republicano Cristão) leva vantagem sobre os concorrentes: está sendo articulado com ajuda da Assembleia de Deus, a maior igreja evangélica do Brasil (30% dos 42 milhões de fiéis no Censo 2010, sendo que o total de evangélicos já saltou para três em dez brasileiros).

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Essa gigantesca rede de fé deve facilitar a coleta de assinaturas mínimas, recolhidas em ao menos nove Estados, que o TSE exige para formar um novo partido –486 mil, ou 0,5% dos votos válidos na última eleição para a Câmara.

Já foram 300 mil registradas em cartórios país afora, calcula o presidente do PRC, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), coordenador da bancada de 24 deputados ligados à Assembleia de Deus.

Fonseca assinou relatório pró-Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2016, quando o agora ex-parlamentar presidia a Câmara e tentava anular sua cassação na Casa. Os dois são assembleianos.

Fundada por missionários suecos em 1911, a Assembleia de Deus (AD) se multiplicou em várias ramificações, e elas não necessariamente dialogam entre si. Não raramente, estão em lados avessos da política (algumas ficaram com a petista Dilma Rousseff, outras com o tucano José Serra, e parte com a então verde Marina Silva em 2010, por exemplo).

A AD Ministério do Belém (que, apesar do nome, tem sede paulista) controla a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. É essa ala que fomenta a criação do PRC. O secretário-geral do partido será o deputado Paulo Freire (PR-SP), filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa, líder da AD Belém.

Suas irmãs também estão no Legislativo: Marta Costa é deputada estadual em São Paulo e Rute Costa, vereadora paulistana. "Como instituição, oficialmente, igreja não tem partido, a lei não permite. Mas ela pode ter representatividade. Isso está sendo trabalhado [por meio do PRC]", diz à Folha o coordenador político da convenção das ADs, pastor Lélis Marinhos.

A principal bandeira da nova sigla será a família, diz. "Aquela chamada tradicional, com o princípio básico bíblico da família hétero." Segundo Marinhos, há fóruns dedicados a preparar lideranças para o quadro partidário.

Pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Diogo Rais lembra do abuso de poder religioso nas eleições, como um candidato pedir voto em igrejas –em 2016, o prefeito reeleito de Penápolis (SP) foi alvo de ação, depois desconsiderada por um juiz. Motivo: um pastor o exaltou em culto e chegou a dizer que o acessava com facilidade ("quando preciso falar com ele, tenho o WhatsApp dele").

Mas seria preconceito achar que pessoas de fé não têm vez na política, diz Rais. "Por que ter legendas que representem trabalhadores ou ambientalistas, mas não religiosos?"

O pastor Silas Malafaia lidera uma AD, a carioca Vitória em Cristo –e é contra igreja ter vida partidária.

"A hora em que ela quer se meter em fazer partido político, perde sua essência. Aí, minha filha, a gente vai se perder", diz o pastor, que contudo apoia o apadrinhamento de candidatos. Seu próprio irmão, Samuel Malafaia, é deputado estadual no Rio. O religioso também manifesta simpatia pelo prefeito João Doria, do PSDB-SP.

O deputado Fonseca estima que o PRC já saia com uma bancada de pelo menos 20 deputados, que em março de 2018 poderão se aproveitar de uma janela da Justiça que autoriza o troca-troca partidário sem sanções eleitorais.

A ideia é protocolar o pedido de criação do partido no TSE até o fim do ano e investir em cargos legislativos em 2018. Fonseca quer que o número da sigla seja 80. "Ou oito ou 80, né?"

Fonte: Folha de São Paulo

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