sábado, 25 de fevereiro de 2017

Show com dupla gospel marca 1ª noite do Carnaval em Porto Nacional

Daniel e Samuel abrem Carnaval em Porto Nacional (Foto: Divulgação/Porto Nacional)
A dulpa sertaneja Daniel e Samuel abriu a primeira noite do Carnaval em Porto Nacional, a 66 km de Palmas. Conhecidos no meio gospel, eles arrastaram uma multidão com músicas de celebração a Deus. 
O Carnafolia segue até terça-feira (28) com outros shows, no circuito Beira Rio.
G1

A contribuição do evangelho no enfrentamento de uma das doenças que mais mata no mundo


Mais de 8 milhões de pessoas morrem de câncer a cada ano
A cada ano mais de 8 milhões de pessoas morrem de câncer, a maioria em países de baixa e média renda. Os dados foram divulgados semana passada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), por ocasião do Dia Mundial contra o Câncer (4 de fevereiro). Trata-se de um aumento frente à média anual registrada em 2012, quando houve 8,2 milhões de mortes. O número é tão alto que é duas vezes e meia maior que o número de pessoas que morrem por complicações relacionadas a HIV/AIDS, tuberculose e malária combinadas.

O câncer é atualmente responsável por uma em cada seis mortes no mundo. Mais de 14 milhões de pessoas desenvolvem câncer todos os anos, e esse número deve subir para mais de 21 milhões de pessoas até 2030. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 600 mil novos casos de câncer no Brasil para 2017.

Diagnóstico rápido, tratamento efetivo
A OMS orienta que, além de investir em equipamentos médicos, no fortalecimento dos serviços de saúde e no treinamento de profissionais para que eles possam realizar diagnósticos apurados rapidamente, também é preciso garantir que as pessoas vivendo com câncer acessem tratamento seguro e efetivo, incluindo alívio para dor, sem que isso signifique peso pessoal ou financeiro.

Os desafios são maiores em países de baixa e média renda, como o Brasil, que têm menos capacidade para fornecer acesso a serviços de diagnóstico efetivos, incluindo exames de imagem, de laboratório e patológicos — todos importantes em ajudar a detectar câncer e planejar tratamento.

De acordo com a OMS, a detecção precoce do câncer reduz o impacto final da doença: não apenas o custo do tratamento é muito menor nos estágios iniciais, como as pessoas podem continuar trabalhando e apoiando suas famílias caso recebam tratamento efetivo a tempo.

CCTO: Aliviando a dor dos que sofrem com câncer
Em Petrópolis, no Rio de Janeiro, um casal de farmacêuticos, Anthoni Mattos e Priscila, se sentiu chamado por Deus para criar uma casa de abrigo e apoio às pessoas que lutam contra o câncer. Para Anthoni, a missão do projeto é aliviar a dor de pessoas que sofrem com uma doença que as deixa tão perto da morte.

Fundada há três anos, a Casa Cristã de Tratamento Oncológico (CCTO) abriga temporariamente pacientes com acompanhantes que vem para a capital do Rio de Janeiro em busca de tratamento oncológico. Além de receber pessoas oriundas do interior do Rio ou de outros estados, a Casa também acolhe pacientes que residem na capital, mas que estão sem condições econômicas de se manter durante o período de tratamento.

Voluntariado proporciona serviços gratuitos na CCTO
A CCTO se responsabiliza por todo o cuidado necessário durante o tratamento, desde o transporte, alimentação, medicamentos, materiais médico-hospitalares (quando não fornecidos pelo hospital) e abrigo. Além disso, oferece reflexões diárias da palavra de Deus e momentos de oração.

O projeto também promove outras atividades, como o acompanhamento em domicílio de pacientes próximos a Casa, com visitas e orientações relacionadas ao câncer; cultos abertos aos domingos pela manhã e estudos bíblicos semanais; palestras em igrejas com orientações a cerca da doença. Uma ação marcante é o UFA – Um Forte Abraço, um evento que ocorre a cada quatro meses reunindo pessoas com câncer ou curadas, que em meio a um ambiente de fé compartilham suas experiências. O UFA termina com um almoço comunitário. Já foram realizadas 10 edições e o próximo será em abril.

Todos os serviços oferecidos não têm custo nenhum para quem se abriga na CCTO. Além do casal de fundadores que se dedica em tempo integral ao projeto, há uma equipe de voluntários com quinze profissionais das mais diversas áreas que prestam serviços e dedicam seu tempo livre na Casa. Atualmente a equipe é composta por dois farmacêuticos, dois fisioterapeutas, um dentista, uma advogada, duas contadoras, um técnico em enfermagem e um estudante de nutrição. O projeto também conta com o apoio indireto e esporádico de outros três profissionais: um médico, uma advogada e um assistente social.

A esperança do evangelho vence a medo do câncer e da morte?
Leia a seguir uma breve entrevista com Anthoni Mattos, fundador da Casa Cristã de Tratamento Oncológico (CCTO).

Ultimato – De que forma você percebe o impacto do trabalho de vocês na vida das pessoas que estão lutando contra o câncer?

Anthoni Mattos – A luta contra essa doença é massacrante, pois a doença geralmente não vem sozinha. É comum você se deparar com a seguinte situação: uma mulher que acabou de descobrir a doença retira a mama e o marido a abandona exatamente quando ela mais precisava de ajuda, após um casamento de 30 anos. Aí nós chegamos com o evangelho e pronto! Costumo dizer que nós fazemos o tratamento que a quimioterapia não faz, ou seja, a reconciliação da pessoa com Deus, e no exemplo acima, com o seu marido (caso vivenciado por nós). Aprendi que, assim como o câncer, o que vale não é o tamanho do impacto e sim a potência desse impacto. Nós trazemos as pessoas para a realidade do seu Criador no momento em que elas mais precisam.

Ultimato – Segundo a OMS, o câncer é atualmente responsável por uma em cada seis mortes no mundo. Como é trabalhar ajudando pessoas que estão lidando com uma doença que as deixa tão perto da morte?

Anthoni Mattos – De fato a morte é algo presente na nossa rotina. Porém, particularmente, não vejo em toda terra pessoas mais capacitadas para lidar com essa realidade do que nós, os cristãos, pois na doutrina cristã existe graça, a esperança real da eternidade! Nós sempre trabalhamos para a cura de todas as pessoas que acompanhamos, mas as deixamos bem cientes de que a morte não está restrita a uma doença específica. Uma pessoa pode estar dirigindo para a radioterapia e morrer em um acidente de carro. Sendo assim, ela não morreu por causa do câncer em si. Por último trabalhamos com a libertação deste medo, ou seja, nos utilizamos da vida, morte e ressurreição de Jesus e enfatizamos o texto de Hebreus 2.14,15 : "Portanto, visto que os filhos compartilham de carne e sangue, Ele também participou dessa mesma condição humana, para que pela morte destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o Diabo; e livrasse todos os que ao longo de toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte." 

Além de orar, de que outra maneira a igreja poderia auxiliar pessoas que estão em tratamento contra o câncer?

Anthoni Mattos – Se especializando no assunto e se envolvendo com as pessoas, isso se for vocacionado. Não basta só se envolver sem saber o que fazer. Por isso nós temos o projeto de abrirmos uma escola de capacitação nesta área, futuramente. Não são poucos os casos em que chegamos para acompanhar alguém que foi mal instruído na fé, isso dificulta muito o nosso trabalho, justamente porque foi acompanhado por quem não sabia o que dizer. O envolvimento da igreja com essas pessoas é de fundamental importância, pois só para esse ano são esperados cerca de 600 mil novos casos de câncer no Brasil, segundo o Inca.

Atualmente o projeto busca parcerias para iniciar a construção de uma nova casa com capacidade para abrigar 10 pacientes com seus acompanhantes. Para mais informações acesse o site da organização ou entre em contato pelo e-mail: anthonimcolli@gmail.com.

Com informações da ONU/Brasil.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Evangélicos saem em bloco e pregam no Carnaval de Salvador

Quarta atração a desfilar nesta quinta-feira (23), em Salvador, trio elétrico evangélico conduziu cerca de 200 fiéis pela avenida oceânica. Eles carregavam faixas e cartazes convidando os foliões a "aceitarem" Jesus.

O Bloco Som do Céu saiu dia 23, saiba mais acessando aqui

Crise pode levar 3,6 milhões de brasileiros de volta à pobreza

A crise econômica poderá levar até 3,6 milhões de brasileiros para abaixo da linha de pobreza até o fim do ano. A estimativa é do Banco Mundial, que divulgou estudo referente ao impacto da recessão sobre o nível de renda do brasileiro. A projeção considera que a economia encolherá 1% no segundo semestre de 2016 e no primeiro semestre deste ano (ano-fiscal 2016/2017).

Num cenário mais otimista, que prevê crescimento de 0,5% da economia nesse período, o total de pobres subiria em 2,5 milhões, segundo o Banco Mundial.

Pelos critérios do estudo, são consideradas abaixo da linha de pobreza pessoas que vivem com menos de R$ 140 por mês. Segundo o Banco Mundial, a maior parte dos “novos pobres” virá das áreas urbanas. O aumento da pobreza na zona rural, segundo o estudo, será menor porque as taxas de vulnerabilidade já são elevadas no campo.

Bolsa Família

O estudo também avaliou o impacto do aumento da pobreza no Programa Bolsa Família. De acordo com o Banco Mundial, 810 mil famílias passariam a depender do benefício no cenário mais otimista (crescimento econômico de 0,5%) e 1,16 milhão na previsão mais pessimista (queda de 1%).

Atualmente, o Bolsa Família tem 14 milhões de famílias cadastradas, informa o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

O Banco Mundial recomenda a expansão do Bolsa Família para fazer frente à crise. “A profundidade e duração da atual crise econômica no Brasil cria uma oportunidade para expandir o papel do Bolsa Família, que passará de um programa redistributivo eficaz para um verdadeiro programa de rede de proteção flexível o suficiente para expandir a cobertura aos domicílios de 'novos pobres' gerados pela crise”, destacou o estudo.

De acordo com o Banco Mundial, o Brasil conseguiu construir uma das maiores redes de proteção social do mundo. A instituição recomenda que o orçamento do Bolsa Família cresça acima da inflação para ampliar a cobertura e atender a um número crescente de pobres. No cenário mais otimista, o programa deveria subir 4,73% acima da inflação acumulada entre 2015 e 2017. Na previsão mais pessimista, a alta deveria ser 6,9% superior à inflação.

Em termos nominais, o orçamento do Bolsa Família subiria de R$ 26,4 bilhões no fim de 2015 para R$ 30,41 bilhões este ano na simulação que considera crescimento econômico e para R$ 31,04 bilhões no caso de um novo encolhimento da economia. O estudo não considerou o efeito da introdução do teto para os gastos públicos, que entrou em vigor este ano, mas avalia que o ajuste fiscal não seria comprometido com a ampliação do Bolsa Família.

“O ajuste fiscal que vem sendo implementado no Brasil pode ser alcançado praticamente sem onerar ou onerando muito pouco a população pobre”, destacou o Banco Mundial. “A despeito das limitações no espaço fiscal a médio prazo, existe uma grande margem para ampliar o orçamento para os elementos mais progressivos da política social, remanejando verbas de programas de benefícios e melhorando a eficiência do gasto público.”


Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Gráfica da SBB faz Bíblia em 30 línguas e tem até versão perfumada; veja produção


Imagem redimensionada
Um dos livros mais antigos e lidos do mundo, a Bíblia não só resistiu ao tempo, como evoluiu seu processo de produção. Enquanto até a Idade Médias as cópias eram transcritas manualmente, hoje são impressos cerca de 18,6 mil exemplares por dia na gráfica da SBB (Sociedade Bíblica Brasileira), em Barueri (30 km a oeste de São Paulo).

Com 6.000 metros quadrados e mais de 200 funcionários, a unidade é a maior gráfica dedicada exclusivamente à impressão de Bíblias na América Latina. Um dos funcionários até leva uma Bíblia sempre junto com ele, o que o ajuda até a passar sem problemas em blitz da polícia.

Ali, só em 2016, foram produzidos, aproximadamente, 6,8 milhões de exemplares de Bíblias completas e Novos Testamentos.

Desse total, 20% é exportado para mais de cem países de toda a América, África, Ásia e Europa, de acordo com a SBB. São produzidas Bíblias em 30 idiomas, como português, inglês, espanhol, francês, árabe, hebraico e até ioruba, falado em alguns países africanos.

A gráfica faz até Bíblias perfumadas. Antes de ser embalada para transporte, funcionários espirram um spray de perfume para que o livro tenha o cheiro escolhido pelo cliente. 

1 milhão de páginas por hora

Na gráfica, há quatro máquinas impressoras para as Bíblias. Cada uma consegue imprimir de 768 mil a 1 milhão de páginas por hora, de acordo com Luiz Antonio Forlim, gerente-geral da gráfica da SBB. Para se ter uma ideia, uma Bíblia tem cerca de 1.200 páginas.

A fabricação da Bíblia é praticamente toda automatizada: além das impressoras, há máquinas específicas para cortar, dobrar e costurar as páginas e para colar a capa. Os funcionários são responsáveis por manter os equipamentos funcionando e por fazer o controle de qualidade.

Bíblia em Braile tem 39 volumes

A SBB também produz uma versão a Bíblia em Braile sob demanda. Em 2016, a gráfica produziu 26 exemplares para cegos. O livro completo para cegos tem 5.747 páginas. 

Devido à quantidade de páginas, a Bíblia em Braile é impressa em volumes --39 no total. Se empilhados, os volumes somam mais de dois metros de altura.

Justamente por ser cara (chega a custar R$ 2.900) e exigir espaço para armazenagem, os pedidos da Bíblia em Braile são poucos, segundo Forlim. Para quem não tem condições de comprar, a SBB tem um programa de empréstimo do livro para cegos.

Para receber os volumes em casa, é preciso se cadastrar no site http://zip.net/bvtD2R (endereço encurtado e seguro).

Formatos digitais

Além da Bíblia em papel, a SBB também distribui o livro em formatos digitais, como um aplicativo para celulares e e-books. A distribuição da Bíblia nesses formatos mais do que triplicou de um ano para outro. Enquanto em 2015 foram disponibilizados 384,6 mil livros digitais, o número saltou para 1,5 milhão no ano passado, de acordo com a organização.

O crescimento das Bíblias digitais é atribuído ao seu baixo custo --o aplicativo Bíblia Plus é grátis e os e-books custam de R$ 2,90 a R$ 4,93--, além da praticidade, segundo Marcos Gladstone, secretário de distribuição e coordenação das secretarias regionais da SBB.

Para ele, a popularização das Bíblias digitais é positiva. "A Bíblia foi registrada e difundida de diferentes maneiras ao longo dos anos e nada mais natural que o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo também estivesse no formato digital", diz. "Nosso desejo é que todos os celulares, tablets e computadores tenham a Bíblia Sagrada e que ela seja lida e aplicada."

No entanto, da mesma forma como aumentou a distribuição de Bíblias digitais, a produção do livro em papel caiu. Em 2015, a gráfica produziu 9,8 milhões de exemplares contra 6,8 milhões em 2016.

Essa queda é a grande preocupação da SBB, de acordo com Gladstone. "Estamos buscando maneiras inovadoras e criativas para garantir a sustentabilidade da missão da SBB, de forma a não comprometer o desenvolvimento de seu trabalho", afirma.

A empresa diz que é uma organização sem fins lucrativos e que a receita da venda das Bíblias é usada para a manutenção de sua estrutura e investida em projetos sociais.

gospelmais

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